ISMEP Abre Seleção Para Cadastro Reserva

 

O Instituto Social das Medianeiras da Paz – ISMEP, no uso de suas atribuições, faz saber que se encontra aberta Seleção Pública para cadastro reserva para vagas disponíveis na Unidade de Pronto Atendimento Gregório Lourenço Menezes – UPA Olinda e Unidade de Pronto Atendimento Senador Wilson Campos – UPA Barra de Jangada, conforme Anexo I e cronograma constantes nos editais publicados.

Livro Cartas Circulares: a espiritualidade das Medianeiras da Paz que emana das Circulares do Fundador

As 27 Cartas Circulares de Dom Campelo de Aragão estão em livro lançado pelas Medianeiras da Paz

 

 

A publicação revisita a vida e obra do 4º Bispo Diocesano de Petrolina e suas Cartas Circulares escritas entre os anos de 1964 até 1987.

Dom Antônio Campelo de Aragão (1904-1988) tem sua vida e obra religiosa revisitada no livro “Cartas Circulares: a espiritualidade das Medianeiras da Paz que emana das Circulares do Fundador”. A publicação de autoria da Irmã Maria Auxiliadora Menezes é um profundo estudo científico e teológico sobre cada uma das cartas circulares escritas por Dom Campelo de Aragão às duas congregações religiosas por ele fundadas, contextualizando-as dentro da conjuntura social, política e religiosa da diocese, do Brasil e do mundo.

Publicado em formato digital (e-book), o livro analisa as 27 Cartas Circulares escritas entre os anos de 1964 a 1987 pelo religioso que fundou duas congregações religiosas: as Mensageiras de Santa Maria em 1957 e as Medianeiras da Paz em 1968. Ordenado como Sacerdote em 1936 em Turim, na Itália, retornou ao Brasil onde entre anos de 1937 até 1950 levou suas ações religiosas em cidades como Salvador – BA, Cajazeiras – PB, Aracaju – SE e Fortaleza – CE. Em maio de 1950 foi nomeado pelo Papa Pio XII como Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de Cuiabá – MT, sendo sagrado Bispo em agosto do mesmo ano. Em dezembro de 1956 é designado para exercer a função de Bispo Diocesano de Petrolina – PE onde assumiu com ardoroso zelo o seu pastoreiro de fevereiro de 1957 a fevereiro de 1975.

Sua trajetória religiosa como Bispo diocesano é assumida em fidelidade ao seu lema episcopal: “Tudo farei pelos eleitos” – “Tudo sofrer pelas almas que Deus nos confiar”. Este lema vem expresso quinze vezes nas suas circulares, em tom de uma explosão de ardor missionário e de amor à Igreja.

A autora do livro Cartas Circulares: a espiritualidade das Medianeiras da Paz que emana das Circulares do Fundador, Irmã Maria Auxiliadora Menezes afirma que “o lema “tudo farei pelos eleitos”, foi retomado, analisado e acolhido com afeto e com amor, como se tivesse preso em mãos um diamante, o tivesse burilado, descoberto o seu real valor, contemplasse a sua beleza e o acolhesse como precioso tesouro”.

Faça o download do livro abaixo

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Dom Antônio Campelo

Dom Antônio Campelo de Aragão

“Tudo farei pelos eleitos.”

Dom Antônio Campelo de Aragão nasceu em 5 de dezembro de 1904, na cidade de Garanhus, em Pernanbuco. Após concluir o curso de Teologia em Turim, Itália. Em Acorizal implantou o circo operário, criou a escola comandada pela professora Delza, que também criou o eficiente clube de mães.

Quem foi?

Dom Antônio Campelo de Aragão – Nasceu aos 05 de dezembro de 1904, na cidade de Garanhuns-PE. Filho de Aurélio Aragão e Enedina Campelo Aragão. Foi batizado aos 13 de junho de 1905, recebendo o nome de Antonio. Na sua infância e adolescência sofreu a perca dos genitores, ficando órfão de pai aos 10 anos, e de mãe aos 13 anos de idade.

Em 1920, Antonio conheceu os padres Salesianos, quando foi para o Colégio São Joaquim em frei Caneca-PE. Ali terminou o curso fundamental. Em 1922 entrou para a vida religiosa Salesiana, no colégio São Manoel – Lavrinhas, SP, onde concluiu o curso médio em 1926. Fez o Noviciado em 1927, fazendo o curso de Filosofia, entre os anos 1928 a 1930, em Jaboatão-PE. Depois dos três anos do estágio pedagógico, foi enviado por sua Congregação religiosa para cursar Teologia em Turim-Itália. Fez os estudos teológicos no Instituto Internacional da Crocetta, de 1933 a 1936, Foi ordenado sacerdote aos 05 de julho de 1936 na basílica de Maria Auxiliadora, em Turim, pelo Cardeal Arcebispo Maurílio Fossati. Celebrou sua primeira missa no altar de Dom Bosco.

Após sua Ordenação Sacerdotal, voltou para o Brasil, residindo de 1937 a 1938 no Colégio Liceu Salesiano do Salvador, na Bahia. Ali assumiu atividade educacional, foi considerado pelos alunos e irmãos de Congregação como: jovial, alegre, dinâmico e competente.

Sempre acolheu com humildade, alegria e disponibilidade à vontade de Deus. Tinha muita facilidade de falar em público e fazia com convicção de um 2 Evangelizador, levando a Palavra de Deus com fervor a todos e em todos os lugares. Nos anos 1939 a 1942, assumiu a direção do Colégio Padre Inácio Rolim em Cajazeiras PB. Naquela cidade conquistou espaços deixando florescer o talento de batalhador e empreendedor corajoso na administração do Colégio e na construção do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Salesiano destemido e fiel á vontade do Pai Celeste, dedicou-se á administração do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Aracaju nos anos 1943 a 1945. Sempre dócil a escutar o convite de Jesus: “Ide e Anunciai…” Foi enviado, por sua Congregação Salesiana como Diretor do Colégio Salesiano de Fortaleza-CE e pároco da Igreja da Piedade, onde construiu as Escolas Profissionais Dom Bosco.

Nesta paróquia completou os trabalhos da construção da matriz. Deu grande impulso ao Apostolado da Oração, às Filhas de Maria, à visita aos doentes e ao ensino do Catecismo. Este apostolado o colocou em relevo. Foi quando foi oi escolhido por Deus para exercer na sua Igreja o Ministério Episcopal, sendo nomeado pelo papa Pio XII em 05/06/1950, Bispo Auxiliar Dom Aquino Correia, Arquidiocese de Cuiabá (MT). Foi ordenado bispo aos 13 de agosto do mesmo ano em Fortaleza-CE.

Pastor e Profeta ardoroso, ungido pelo Espírito do Senhor para evangelizar os pobres. Assumiu o mandato do Mestre, pautando sua vida no lema: “Tudo farei pelos Eleitos”. Naquela arquidiocese revelou-se um Pastor incansável, dinamizando os setores pastorais e sociais. D. Antonio visitava as famílias e ia de cidade em cidade, de movimento em movimento. Em todos os setores da sociedade adentrou para evangelizar e anunciar a Palavra de Deus. Nada o intimidou.

Construiu obras, reabriu o seminário, fundou movimentos e associações, apoiou a juventude e os organismos operários. Tudo em favor dos mais pobres, que eram os seus prediletos. Tempo muito fecundo da sua vida de pastor, testemunhou a Diocese de Petrolina. Aos 18 de dezembro de 1956, foi nomeado pelo Papa Pio XII, para exercer o Ministério Episcopal sendo Bispo diocesano de Petrolina, sertão Pernambucano.

Ânimo forte e muita coragem eram características inerentes à sua personalidade. Com visão de conjunto, pastoreou a diocese de maneira incansável, indo até aos mais escondidos recantos para se encontrar com suas ovelhas e a elas levar uma palavra de ânimo, fé e de esperança. Foi um Bispo missionário e peregrino das caatingas e comunidades ribeirinhas. Atuou na Sede da diocese, mas também viajou infinitas vezes para as cidades do interior. Além da missão Evangelizadora, foi o pioneiro desenvolvendo trabalhos nas áreas de: comunicação, saúde e educação e Grande animador da pastoral Vocacional enviando jovens para varias congregações religiosas, seminários diocesanos e apostolado leigo.

Em Petrolina, Dom Antonio enfrentou e venceu desafios, impulsionado pela força da fé e um incansável desejo de expandir o Reino de Deus. Deixou para a Diocese grandes marcos de Evangelização e serviços sociais, como: a Organização do Departamento de Ação Social Diocesano para assistência social e educacional. A Emissora Rural “ A Voz do São Francisco”, a construção da Vila São Francisco” para os pobres vítimas da enchente em 1957; realizou o 1° Congresso de Ação Católica de 3 a 7 de junho de 1962, comemorando o 1° Centenário da Criação da Paróquia N. S. Rainha dos Anjos; a construção e inauguração do Pavilhão do Lenho – Instituto São José e Cine Massangano, que hoje é chamado Centro Cultural Dom Bosco; ampliação do Centro Social Pio XI; implantação das Legiões agrárias e círculos operários no interior da Diocese (1961); realização do primeiro Congresso de Ação Social de Petrolina, por ocasião do centenário da Igreja matriz, Nossa Senhora Rainha dos Anjos; construção e inauguração do Hospital e Maternidade Santa Maria em Araripina (1959), inaugurou o Centro Social de Araripina – 1962 e da Escola Normal Dom Malan em 1967, inaugurou o Centro de Treinamento Diocesano de Petrolina em 28 de Março de 1971, construção do Hospital de Sta. Maria da Boa Vista – 1971, Implantou as decisões do Concílio Vaticano II na Diocese, com prudência, respeito e segurança, fase que exigiu dele um espírito forte e capacidade de superar incompreensões. As visitas pastorais foram intensas e constantes.

Percebendo a extensão da Diocese e a carência de sacerdotes, fundou duas congregações religiosas: As Mensageiras de Santa Maria, em 1° de julho de 1957 e as Irmãs Medianeiras da Paz em 10 de dezembro 1968.

Após servir por 18 anos na Igreja de Petrolina, voltou para sua congregação Salesiana, passando a residir na comunidade do colégio salesiano de Salvador nos anos de 1975 a 1988. Mesmo doente realizou diversos trabalhos no campo da Evangelização e na animação vocacional. Neste tempo dedicou-se de modo especial a formação na Congregação das Irmãs Medianeiras da Paz, e fundou aos 12 de Outubro de 1984 a Associação das servas Medianeiras da Paz, para o serviço da Evangelização, seguindo a Espiritualidade, o Carisma e a Missão das Irmãs Medianeiras da Paz.

Acompanhou, também, a Associação das Filhas de Maria Servas dos Pobres, fundada por Irmã Dulce em Salvador – BA.

Faleceu aos 10 de setembro de 1988 em Araripina – PE. Está sepultado na Igreja Catedral de Petrolina-PE, ao lado do primeiro bispo de Petrolina, D. Antônio Malan, salesiano.

Santo do Dia.

 

São Pio X

Celebramos, hoje, um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas, José Sarto respondia àqueles que o chamavam de santo: “Não santo, mas Sarto”.

Nascido em 1835 ao norte da Itália e de família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário. Com sua permanente autodefinição: “um pobre vigário da roça”, José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado.

Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua ideia-força: “Restaurar todas as coisas em Cristo”. São Pio X foi Papa de 1903 a 1914. Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno.

Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.

São Pio X, rogai por nós!

Santo do Dia.

São Bernardo Claraval

Com muita alegria celebramos a santidade do abade e doutor da Igreja: São Bernardo Claraval. Nascido no Castelo de Fontaine em 1090, perto de Dijon (França), pertencia a uma família nobre, a qual se assustou com sua decisão radical de seguir Jesus como monge cisterciense.

São Bernardo Claraval é considerado pela Família Cisterciense um segundo fundador, pois atraía muitos para a Ordem, que as mães e esposas afastavam os filhos e maridos do santo; tamanho era real o poder de atração de Bernardo que todos os irmãos, primos e amigos o seguiram. Homem de oração, destacou-se como pregador, prior, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de Papas, Reis, Bispos e também polemista, político e

pacificador.

Aconteceu que São Bernardo Claraval, mesmo sendo contemplativo, entrou no concreto da realidade da sua época, a ponto de participar de várias polêmicas internas e externas da Igreja da época.

No ano de 1115, o seu abade Estevão mandou-o com doze companheiros fundar, no Vale do Absíntio, aquilo a que São Bernardo chamou Vale Claro (Claraval). Do Mosteiro de Claraval, o santo irradiava a luz do Cristianismo, isto também pelos escritos, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos; a invocação é fruto de sua profunda e sólida devoção a Nossa Senhora: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria”. Pela Mãe do Céu, foi acolhido na eternidade em 1153.

Escreveu numerosas obras, milhares de cartas, mais de 300 sermões; interveio em todas as disputas doutrinais, em todas as grandes questões religiosas e seculares da época. Por ordem de tempo, considera-se o último dos Padres da Igreja. Um seu editor, falecido em 1707, Mabillon, escreveu sobre ele: “É o último dos Padres mas iguala os maiores”.

São Bernardo Claraval, rogai por nós!